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A Netflix é famosa por suas inúmeras séries, mas ela também tem uma grande seleção de filmes. Com 83 milhões de assinantes, o serviço de streaming já compete direto com a tevê a cabo e recentemente começou a oferecer até mesmo filmes originais. Mesmo que os títulos ofertados pela Netflix mudem ao longo do tempo, nunca falta excelentes filmes na lista. E aqui estão os melhores filmes obscuros da Netflix, que talvez você não conheça. Alguns são hits da última década, enquanto outros são clássicos mais antigos. De qualquer forma, faça um favor a si mesmo e se prepare pra atualizar a sua lista de filmes.

Metrópolis (1927)

A obra-prima de ficção científica de Fritz Lang, Metrópolis estabeleceu uma marca d’água na produção de filmes que os diretores têm tentado superar desde então. O primeiro filme distópico, este clássico mudo conta uma história convincente auxiliada por efeitos visuais surpreendentes – pra época -, cenários impressionantes e um enorme elenco de figurantes são usados com grande efeito. Você ainda pode ver o legado de Metrópolis entre os filmes contemporâneos de inúmeras maneiras – o artista conceitual de Star Wars, Ralph McQuarrie, por exemplo, se inspirou na Maschinenmensch quando imaginou o C-3PO.

A Princesa e o Plebeu (1953)

Com os renomados atores Gregory Peck e Audrey Hepburn, o diretor William Wyler sabia que tinha um blockbuster garantido. Mas pra chegar ao verdadeiro auge dos cinemas da década de 50, o diretor contratou o compositor Cole Porter, usou o lindo cenário de Roma e um optou por um final agridoce, garantindo um Oscar pra esta comédia romântica.

Kagemusha, a Sombra do Samurai (1980)

Embora não tenha sido famoso entre o grande público dos anos 80, como Os Sete Samurais e Yojimbo, o guarda-costas, Kagemusha de Akira Kurosawa se destaca como um dos seus melhores trabalhos. Surpreendentemente, Kurosawa não conseguiu encontrar financiamento no Japão, o que levou os seus fãs George Lucas e Francis Ford Coppola a pressionarem a 20th Century Fox pra produzir o filme. Então agradeça a Lucas e Coppola por este épico, que ganhou a Palma de Ouro em Cannes e reacendeu a carreira internacional de Kurosawa.

O Último Unicórnio (1982)

Sim, O Último Unicórnio é um filme infantil. Sim, é um desenho animado. Mas não confunda este assombroso e belo conto com os pratos tradicionais oferecidos pela Pixar ou Disney. Pra começar, o estilo de animação maravilhosamente único pode ser familiar pra alguns, pois os membros centrais da sua equipe de animação viriam a fundar posteriormente o Studio Ghibli. O doce e triste conto é trazido à vida por um elenco de vozes estelar que inclui Christopher Lee, Angela Lansbury, Jeff Bridges e Mia Farrow. E não se esqueça da trilha sonora encantadora, composta por uma das bandas mais populares dos anos 70, America. Assista isso com seus filhos ou sozinho, você não vai se arrepender.

A Tênue Linha da Morte (1988)

Muito antes de Making a Murderer, houve A Tênue Linha da Morte. O ex-detetive particular Errol Morris dirigiu este intenso documentário com a intenção de trazer mais atenção pro caso de Randall Adams, um homem condenado à morte pelo assassinato de um policial. O trabalho de Morris valeu a pena quando seu filme e as muitas discrepâncias nas provas e testemunhos descobertos levaram as autoridades a reabrirem o caso, eventualmente, exonerando Adams e anulando completamente a sua pena apenas um ano após o documentário ser lançado.

Coisas que Perdemos pelo Caminho (2007)

Em um dos melhores papéis de Benicio del Toro até hoje, ele interpreta Jerry, um viciado em heroína tentando se reconectar com a vida e o amor em Coisas que Perdemos pelo Caminho. Ele é acompanhado por Audrey – Halle Berry -, que enfrenta sua própria jornada íngreme como uma recente mãe viúva de duas crianças. Este drama evita o estereótipo e centra-se nas performances impressionantes e pungentes de tanto Berry quanto del Toro.

Moonrise Kingdom (2012)

Descrito como uma “história de amor púbere e excêntrica” pelo crítico Todd McCarthy do Hollywood Reporter, Moonrise Kingdom é definitivamente o filme mais romântico do currículo do diretor Wes Anderson. Este conto tem um grande elenco – incluindo Bill Murray, Tilda Swinton, Bruce Willis e Edward Norton -, um belo cenário e todas as características peculiares que os fãs de Anderson amam.

O Abutre (2014)

Pegue os melhores elementos de Network – Rede de Intrigas, misture-os com o estado de espírito sombrio de Taxi Driver – Motorista de Taxi e você tem O Abutre. Cheio de suspense e visualmente deslumbrante, este thriller indicado ao Oscar dispõe de Jake Gyllenhaal em um desempenho enervante e convincente como um cinegrafista freelance sociopata encarregado de cobrir os crimes da madrugada pras estações de notícias locais. “Gyllenhaal tem a mesma idade que De Niro tinha em Taxi Driver”, escreveu Christopher Orr do The Atlantic. “Como ele [De Niro], ele [Gyllenhaal] está aprendendo a canalizar um carisma interior estranho, oferecendo relances e vislumbres em vez de tudo de uma vez.”

Um Deslize Perigoso (2015)

Este drama adolescente com uma reviravolta criminosa – literalmente – coloca o auto-descrito “geek” Malcolm – Shameik Moore – e seus amigos em uma posição difícil quando seu pedido pra Harvard é posto em questão por uma transação de drogas. Moore se superou no papel e o diretor Rick Famuyiwa – que transformou o seu sucesso em Um Deslize Perigoso pra sua vaga como diretor do The Flash da DC – conquista nossa atenção com um enredo selvagem e inteligente, que é absolutamente hilariante – e a sua trilha sonora incrível é a cereja no bolo.

Beasts of No Nation (2015)

Netflix fez sua primeira grande incursão em filmes originais com Beasts of No Nation. Dirigido pelo veterano de True Detective, Cary Fukunaga, o enredo conta o poderoso e angustiante conto de Agu, uma criança africana capturada numa guerra civil e recrutada pra uma milícia rebelde como uma criança-soldado. Idris Elba interpreta um temível comandante e líder da milícia que ordena que seus soldados realizem atos cada vez mais terríveis.

The Fundamentals of Caring (2016)

Outro excelente filme original da Netflix, The Fundamentals of Caring pega a fórmula “filme de estrada” e acrescenta um toque excêntrico. Um adolescente com distrofia muscular – Craig Roberts – e seu cuidador – Paul Rudd – vão explorar o país e eles próprios – enquanto dão carona pra Selena Gomez ao longo do caminho. Apesar de comédias de viagens não serem nenhuma novidade, o toque hábil do excelente elenco e do roteirista e diretor Rob Burnett cria uma jornada legitimamente única.

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