green-lantern-20abr2011_03Filmes baseados em quadrinhos são 8 ou 80. Pra cada um que se torna aclamado, há dois ou três catástrofes, não importa o quão grande ou dedicada sua base de fãs seja. Eles não se importam se os personagens são da DC ou da Marvel, ou mesmo qual estúdio é responsável pelo projeto. Alguns desses filmes são mal roteirizados, outros com péssimo marketing ou com efeitos especiais sem brilho. Por uma infinidade de razões, aqui está uma lista dos filmes de quadrinhos que nós preferimos fingir nunca aconteceram.

Howard, o Pato (1986)

Após o sucesso da Trilogia Star Wars Original, George Lucas se inspirou pra fazer um filme baseado em um de seus quadrinhos favoritos: Howard, o Pato. Ele foi até seus co-escritores do American Graffiti pra ajudá-lo a adaptar o personagem pras telonas, e os fãs do personagem cult prenderam a respiração em antecipação. O resultado, infelizmente, foi uma decepção bizarra e exagerada. Em vez de uma verdadeira adaptação dos satíricos quadrinhos socialmente conscientes do anti-herói mal-humorado, os cinéfilos ganharam um cara de fantasia de pato com uma cabeça animatrônica e um roteiro estranho e incompreensível, que nem sequer se preocupava com a história do personagem. Milhões de fãs de Star Wars foram esmagados pelos exageros e falta de inspiração d’A Ameaça Fantasma, mas aqueles que assistiram Howard, o Pato já tinham visto a tempestade chegando.

Quando você lembra que a censura permitia que crianças assistissem a esse filme, que inexplicavelmente continha elementos adultos – incluindo mamilos antropomórficos detalhados sobre os seios das patas que viviam no planeta natal de Howard -, você percebe que Lucas e sua co-escritores estavam fumando durante as suas sessões de brainstorming.

As Tartarugas Ninja 3 (1993)

Sendo totalmente honesto aqui: nenhum dos filmes das Tartarugas Ninja se baseou no material fonte violento e ocasionalmente desprezível. Apesar de ser compreensível diluir estes elementos pra um público mais jovem, parece que os cineastas chutaram o balde no terceiro filme da franquia. Desde os equipamentos animatrônicos baratos, até sua história de viagem no tempo pateta e completa falta de um vilão interessante, As Tartarugas Ninja 3 simplesmente não deveria existir.

Batman & Robin (1997)

Joel Schumacher. George Clooney. Trocadilhos. Néon. Senhor Frio e Hera Venenosa aliados. Bat-mamilos. Precisa explicar mais?

Mulher-Gato (2004)

Depois de Michelle Pfeiffer impressionar os fãs como a Mulher-Gato em Batman: O Retorno de 1992, a Warner deixou a ideia de um filme solo da anti-heroína felina fermentar por mais de uma década. Quando a vencedora do Oscar Halle Berry assinou pra interpretar o papel, a antecipação de um bom filme de uma super-heroína estava a um passo da febre. Infelizmente, os cineastas jogaram o rico passado de Selina Kyle pela janela e substituiram-no por uma boneca de papelão sem inspiração. Se você esperava assistir a Halle Berry dando piruetas em sua roupa de couro por 104 minutos, provavelmente gostou deste filme. Mas pro resto dos fãs da personagem, o filme não foi nada além de um tapa na cara.

Elektra (2005)

Neste spinoff do igualmente horrível Demolidor de 2003, Jennifer Garner interpreta a assassina mais perigosa do mundo com as expressões faciais de uma madeira. O filme ignora o emocionante material de origem de Frank Miller e estripa a história da personagem, deixando um vácuo de 97 minutos que a maioria dos espectadores gostou menos do que fazer o imposto de renda. Uma história de amor genérica foi a gota d’água pra Elektra e pras super-heroínas em geral – não tivemos mais nenhuma amazona dos quadrinhos no cinema desde então e estamos torcendo pra que a Mulher Maravilha de 2017 não seja tão decepcionante quanto os últimos filmes da DC.

Motoqueiro Fantasma (2007)

No Motoqueiro Fantasmas de 2007, a Marvel pegou o personagem bastante intimidante Johnny Blaze e deixou Hollywood e Nicholas Cage transformá-lo numa caricatura tediosa. Desde o enredo fórmula de bolo, até os olhos sonolentos da Eva Mendes, Motoqueiro Fantasma não tem nenhuma qualidade redentora – e, ainda assim, conseguiu gerar uma sequência ainda pior em 2012, Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança. O momento de destaque neste filme é quando Cage salta de um prédio em sua motocicleta em câmera lenta enquanto chicoteia o ar com sua corrente. Não surpreendentemente, esse momento também apareceu nos trailers, provavelmente o motivo de tanta bilheteria durante a semana de estreia.

Homem-Aranha 3 (2007)

Sam Raimi teve êxito nos dois bons filmes do Homem-Aranha, mas decepcionou a franquia e os fãs no terceiro capítulo da trilogia. Homem-Aranha 3 sofre de excessos – é muito logo, tem muitos vilões medíocres e foca demais no romance emo entre Peter Parker e Mary Jane. O próprio Raimi confessou seu fracasso dizendo ao The Nerdist que “Se o diretor não ama o projeto, é errado ele dirigi-lo enquanto tantas outras pessoas amam”. Uma pena que Raimi não chegou a essa conclusão antes de dirigir esta pérola.

The Spirit (2008)

Frank Miller pode ser um dos maiores escritores de quadrinhos de todos os tempos, mas ele não é um diretor de cinema. Depois de ganhar elogios da crítica por seu trabalho como co-diretor – ao lado de Robert Rodriguez e Quentin Tarantino – de Sin City, a estreia de Miller como diretor solo foi um desastre. Miller esviscerou o material clássico de Will Eisner com um filme que rouba descaradamente o visual de Sin City, enquanto narra uma história que parece completamente obscurecida por uma cortina de fumaça. Embora existam alguns momentos genuinamente engraçados, apenas o fã mais dedicado será capaz de aturar todos os 108 minutos do Spirit.

Lanterna Verde (2011)

Antes de Ryan Reynolds ser aclamado como o Deadpool em 2016, ele atuou numa total catástrofe chamada Lanterna Verde. Apesar da corajosa tentativa de Reynolds atuar no meio de um enredo tão bagunçado e do diretor Martin Campbell fazer algum esforço por trás das câmeras, nada poderia salvar o Lanterna Verde de si mesmo. Efeitos especiais ruins – pra começar pelo traje CGI de Reynolds – e uma trama totalmente clichê condenaram o filme antes mesmo dele chegar aos cinemas. Até mesmo Reynolds admitiu que o filme era ruim, dizendo à revista Empire em 2015: “Você realmente precisa de um visionário por trás de um filme como esse, mas foi a clássica história de estúdio: ‘temos um cartaz, mas não temos um script e nem sabemos o que queremos; vamos começar a filmar!’”

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