Apesar dos orçamentos exorbitantes, Hollywood lança anualmente alguns filmes com absolutamente nenhum motivo pra serem assistidos pela segunda vez. Alguns têm o roteiro horrível ou atuação sem inspiração, alguns são terrivelmente dirigidos ou têm efeitos especiais preguiçosos. Outros, por outro lado, são realmente muito bons, mas são tão deprimentes ou chocantes, que você nunca vai querer vê-los novamente, pelo menos não até que as memórias dolorosas desapareçam. Vamos dar uma olhada em alguns filmes que ninguém em sã consciência gostaria de ver duas vezes. A propósito: alerta spoiler.


O Último Mestre do Ar – 2010

Esta é a história de como M. Night Shyamalan pegou um programa de televisão complexo, filosófico e bem animado e conseguiu excluir tudo o que ele tinha de bom. O Último Mestre do Ar não é só infiel ao material de origem, Shyamalan nem sequer usou os nomes dos personagens direito. Além dos escancarados buracos na trama, o público ficou entediado com os efeitos visuais fracos e os fãs da série se sentiram alienados com o seu roteiro incompreensível e má atuação. Como se isso não bastasse, Shyamalan escolheu atores caucasianos e indianos pra interpretar personagens principalmente asiáticos e inuítes.

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Este é o Meu Garoto – 2012

Adam Sandler fez uma carreira interpretando babacas com poucas qualidades redentoras, mas o seu papel em Este é o Meu Garoto é particularmente repugnante. Ele passa todo o filme abusando de todos ao seu redor, incluindo seu filho adulto, o produto de um caso entre uma professora e o personagem de Sandler quando ele era um estudante de ensino médio. Este exame de próstata de 114 minutos tenta usar incesto, efebofilia, gerontofilia e estupro como dispositivos de comédia. É o exemplo perfeito do quão longe a carreira de Sandler está da redenção.

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Cemitério dos Vagalumes – 1988

Se você ama o Studio Ghibli, provavelmente caiu na mesma armadilha que eu ao assistir Cemitério dos Vagalumes: “Oh, outro filme do Studio Ghibli, eu amei Princesa Mononoke e A Viagem de Chihiro, esse vai ser incrível.” Sua reação inicial é seguida por 88 minutos de silêncio atordoado como os protagonistas adoráveis lutando pra sobreviver no Japão pós-guerra, em seguida, choro incontrolável durante os créditos. Visualmente deslumbrante e emocionalmente desgastante, Cemitério dos Vagalumes é um daqueles filmes que você deve ver pelo menos uma vez – mas as únicas pessoas capazes de vê-lo mais de uma vez ou são masoquistas ou completamente incapazes de sentir dor.

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Debi & Lóide 2 – 2014

Eu estava torcendo por este – de verdade. Os irmãos Farrelly voltaram pra dirigir a sequência do clássico de Jim Carrey e Jeff Daniels, que todos esperavam que fosse uma redenção pro prequel de 2003, Debi & Lóide 2 – Quando Debi Conheceu Lóide. Infelizmente, os diretores se esqueceram de tudo o que fez sucesso no primeiro filme. Os personagens de mente simples e ligados pela amizade se tornaram babacas desagradáveis. A aversão é inevitável durante as brincadeiras desagradáveis e nem um pouco engraçadas.

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Um Conto do Destino – 2014

Do mesmo roteirista que nos trouxe o inesquecível Batman & Robin, Akiva Goldsman, Um Conto do Destino é uma adaptação menos do que estelar do romance de Mark Helprin. O filme abandona a maioria da história do best-seller em favor de um roteiro sem sentido, excesso de filtros do Instagram e do corte de cabelo horrível de Colin Farrell. Sem causar nenhum efeito semelhante ao do romance, o filme se limita a clichês, como utilizar morte e sexo como reviravoltas nada dramáticas.

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Réquiem para um Sonho – 2000

Esta adaptação do romance de Hubert Selby é um filme brutal, sombrio e visceral em que Darren Aronofsky abre uma janela sobre a vida e as experiências de quatro drogas diferentes e seus viciados. Enquanto assiste, o expectador se sente realmente alucinado e acaba coberto de lágrimas. Os visuais deslumbrantes e a história angustiante agarram você por 101 minutos excruciantes. É um filme que vai deixá-lo deprimido por dias – e seriamente contemplando seus próprios maus hábitos.

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Mulher-Gato – 2004

Como uma atriz tão talentosa e tão bonita caiu nessa furada? Como Mestre do Ar, este filme não se contenta em se desviar do seu material de origem, ele acabou num planeta diferente, povoado por caricaturas humanas patetas com trocadilhos como “Os gatos vêm quando querem. Não quando recebem ordens.” E Halle Berry ainda desabafou seus sentimentos pelo filme: “Primeiro de tudo, eu quero agradecer a Warner Brothers. Obrigado por me colocar nessa m**** de filme horrível… Era só o que a minha carreira precisava.”

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Alone in the Dark – O Despertar do Mal – 2005

Christian Slater, você é bom – Um Som Diferente e Atração Mortal são legais -, mas provavelmente nada vai redimir sua carreira. Não é totalmente culpa sua, eu sei. Uwe Boll é conhecido por dirigir filmes horríveis. Mas este thriller sobrenatural se superou e sua atuação não fez nada pra salvá-lo. Honestamente, eu queria que Boll tivesse contratado Zac Bagans de Ghost Adventures, pelo menos ele poderia ter feito algo mais divertido durante os 90 minutos de gritaria e entidades demoníacas. Lamentável.

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A Reconquista – 2000

Terrível roteiro, efeitos especiais sem brilho e atuação sem inspiração – isso resume A Reconquista. Eu não vou nem falar da Cientologia impressa no filme, que foi baseado no livro de L. Ron Hubbard. O produtor e estrela John Travolta prometeu um filme “como Star Wars, só que melhor”, e despejou US$ 5 milhões do próprio bolso pro orçamento, mas o filme ficou tão ruim que realmente faliu sua empresa de produção. Jon Stewart foi explícito em sua crítica: “um cruzamento entre Star Wars e cheiro de bunda.”

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