Não há dúvidas de que Mario é o personagem de videogame mais popular e reconhecível de todos os tempos. O encanador bigodudo da Nintendo já atuou em dezenas de jogos bestsellers, em gêneros que vão desde jogos de plataforma pra RPGs e até partidas de golfe. Dado o sucesso da Nintendo com seu herói, não é nenhuma surpresa que as outras desenvolvedoras de jogos tentaram criar seus próprios mascotes originais. Alguns deles, como Sonic the Hedgehog da Sega, encontraram sucesso. No entanto, o caminho pra fama está repleto de cadáveres de mascotes que não conquistaram os jogadores. Aqui estão alguns notáveis candidatos ao posto do Mario – que fracassaram dolorosamente.

Aero the Acro-bat

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Aero foi a estrela de dois jogos pro Super Nintendo e Mega Drive no início dos anos 90. A desenvolvedora, Iguana Entertainment, pensou que um jogo com um morcego antropomórfico com atitude num ambiente de circo seria um grande sucesso. Aparentemente, alguns pais desinformados compraram o jogo de aniversários pros seus filhos naquele ano pra justificar uma sequência, Aero the Acro-bat 2, em 1994. O consenso geral da época foi que os jogos Aero eram como Pepsi – não era ruim, mas nunca tão bom quanto Coca-Cola. Hoje, Aero vive numa comunidade da aposentadoria pra artistas de circo em Gibsonton, Florida.

Bonk

2

Todo mundo se lembra da série Bonk com carinho, mas os detalhes são nebulosos e provavelmente terminaram com alguém que sofre uma concussão. Bonk, desenvolvido pela Hudson Soft, foi o mascote cabeçudo das cavernas pro malfadado Turbo Grafx-16. Hudson Soft fez três jogos do Bonk pro Turbo Grafx-16 e um pro Super Nintendo. Talvez se Bonk tivesse aparecido mais no Super Nintendo – ou no Mega Drive -, ele seria um personagem mais popular. Seu destino, infelizmente, foi amarrado ao Turbo. Hoje, Konami possui os direitos sobre o personagem, o que talvez indique vamos ver o nosso homem das cavernas favorito no próximo Silent Hill.

Boogerman

3

Boogerman foi a estrela do Boogerman: A Pick and Flick Adventure pro Mega Drive e Super Nintendo. No jogo, você controla Boogerman numa ilha luxuriante, resolvendo quebra-cabeças e explorando mundos alienígenas. Brincadeirinha – é um “sidescroller” onde você joga melecas e peidos em seus inimigos. Por que Boogerman não se tornou um nome familiar? Provavelmente porque você poderia jogar Boogerman na vida real na escola.

Bubsy

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Bubsy the Bobcat atuou em quatro jogos publicados pela Accolade nos anos 90. Os três primeiros jogos são “sidescrollers” genéricos. O fator tédio é alto, dado que Bubsy constantemente fazia referências à cultura pop – você acha que alguma criança brasileira entenderia as referências estadunidenses naquela época? O terceiro jogo, Bubsy in Fractured Furry Tales, teve a infelicidade de ser lançado exclusivamente pro Atari Jaguar.

Então, a menos que seus pais realmente te odiavam e te deram um Jaguar, você provavelmente nunca jogou esse. Bubsy 3D é um tipo especial de horror. O jogo aparece regularmente nas listas de “piores jogos de todos os tempos” com seus controles desajeitados, gráficos horríveis, dublagem irritante e câmera bugada, quase uma obra-prima ao avesso. Após esta quarta excursão, nós enviamos Bubsy ao veterinário às lágrimas e pedimos pra encerrarem seu sofrimento.

Captain Novolin

5

Captain Novolin era um super-herói com diabetes tipo 1 que estrelou seu próprio jogo no Super Nintendo em 1992. Não, isso não é uma piada de mau gosto – pelo menos não da minha parte -, um super-herói diabético. Captain Novolin era um título “educacional” destinado a chamar a atenção pra diabetes. No jogo, o nosso herói luta contra rosquinhas, doces e milkshakes do mal – vamos supor que os desenvolvedores estavam drogados.

Captain Novolin é amplamente considerado um dos jogos mais estranhos e definitivamente um dos piores na história do Super Nintendo. Ensinar as crianças sobre diabetes é uma causa nobre, mas não tenho certeza se um jogo é o veículo adequado. Crianças jogam pra escapar da realidade, não pra ser lembrarem de uma doença – e muitos diabéticos se sentiram ofendidos.

Clockwork Knight

6

Clockwork Knight foi a tentativa da Sega de imitar o sucesso da franquia Donkey Kong da Nintendo e sua combinação de sprites e 3D. Então, por que Clockwork Knight não pegou? Talvez fosse porque o protagonista era um cavaleiro do brinquedo chamado Sir Tongara de Pepperouchau III. Isso é pronunciável em qualquer idioma? Sem falar que o jogo foi incrivelmente genérico. Pra piorar, a Sega lançou ambos Clockwork Knight e sua continuação no console Sega Saturn, o irmão do meio esquecido entre o Mega Drive e o Dreamcast.

Ty the Tasmanian Tiger

7

O tilacino – ou tigre da Tasmânia – foi o maior marsupial carnívoro dos tempos modernos, extinto no início do século XX devido a causas humanas. Soa como uma grande premissa pra uma série de jogos destinada a crianças, certo? Krome Studios pensou assim quando criou Ty the Tasmanian Tiger em 2002 pro Playstation 2, Xbox e Gamecube. O jogo – e suas duas próximas sequências – foram plataformas 3D e, muito parecido com muitos dos jogos nesta lista, os críticos não elogiaram e nem xingaram. Ty encontrou um sucesso modesto, mas nunca se tornou enorme – como os filmes Thor da Marvel nos cinemas. A série ainda existe, com Ty the Tasmanian Tiger 4 lançado na Steam – um jogo de plataformas retrô 2D.

Wild Woody

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Do departamento “o que diabos eles estavam pensando?” veio Wild Woody pro Sega CD em 1995. Você joga como Woody – não o cowboy amável, mas sim um lápis sencientes que pode desenhar itens como bombas e usar sua borracha pra derrotar os inimigos. Isso soa como uma premissa decente pra um jogo, mas duas coisas condenaram Wild Woody desde o início. Em primeiro lugar, ninguém se importou com o Sega CD. Em segundo lugar, nenhum pai teve a coragem de ir ao balcão da loja de jogos, olhar o funcionário nos olhos e dizer que queria comprar o Wild Woody pros seus filhos.

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