Serj Tankian seguirá carreira solo

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Na última quinta-feira (10), Serj Tankian concedeu uma nova entrevista para a 89.3 KPCC (Southern California Public Radio), para falar dos mais diversos assuntos envolvendo a sua carreira solo. Confira:

 

Sobre como moldou a sua formação musical:

“Meus gostos musicais são baseados em minha formação étnica e na minha educação. Nasci em Beirute e fui criado em Los Angeles, eu estava aqui nos anos 70 ouvindo música de discoteca e soul. Cresci ouvindo música armênia, música árabe e música francesa – que também me deu uma experiência para iniciar no mundo da música.

Não foi como se eu tivesse iniciado tocando música pop, tentando colocar aquilo no rádio. Meu início foi com o System of a Down e todo mundo pensava tipo, ‘que porra é essa?’

Lembro-me que um dos cabeças de uma grande estação de rádio de Los Angeles me disse que nós nunca poderíamos tocar músicas como aquelas [do System]. Mas isso não nos impediu, porque quando você tem uma visão musical específica onde você se sente forte, você não desiste e continua, e de alguma forma funcionou.

Os primeiros anos nós estávamos em turnê consistentemente e nosso segundo álbum teve muito mais potencial na rádio. Naquela época, o engraçado é que a principal estação que não tocava nossa música tornou-se a nossa maior apoiadora.”

Sobre sua falta de treinamento musical:

“Eu não era um cantor, eu não fui para a escola de música, eu não aprendi composição. Para mim, era fazer um som com a minha voz e dizer algo em que acreditava. Quando você canta alguma coisa, quando diz algo, quando escreve algo em uma música, realmente você precisa sentir aquilo. Mas eu vim de uma escola onde era exatamente como: eu tenho todas essas coisas para dizer, eu vou dizer todas essas porras.”

Sobre como começou a compor sinfonias:

“Eu nunca tinha escrito música clássica, então pensei, ‘uau, isso pode ser muito interessante!’. Eu comecei a tirar minhas músicas de rock em seus elementos básicos. Na época, eu não era muito proficiente em compor com uma paleta orquestral. Então eu tive muita ajuda deste compositor incrível e meu amigo, o John Psathas. Ele me ajudou nos arranjos do ‘Elect the Dead Symphony’.

Isso me levou para as composições orquestrais, e agora eu componho trilhas sonoras sinfônicas para filmes e videogames. Isso se tornou minha incursão no mundo clássico.”

Sobre não se preocupar sobre o que os outros pensam dele:

“Em nossa indústria há quase um estigma contra os artistas que fazem coisas diferentes. Como: Oh, eles foram muito longe de suas bases. A maioria dos artistas que eu conheço e respeito aderiram esta fórmula até certo ponto. Mas os que eu realmente amo são aqueles que fazem apenas o que eles querem fazer, independente se as pessoas vão gostar, ouvir, comprar ou não.

Então eu quero aprender mais. Eu quero criar mais. Quero expressar mais as coisas, de uma maneira diferente, onde eu ainda não fui capaz de conseguir. Se eu fizer uma porcaria ou obter um bom resultado, não importa. Isso é para as pessoas julgarem. Eu só quero ser capaz de fazer, aprender e crescer como um artista, ter uma avenida de expressão.”

Créditos: siteofadown.com